Nos laboratórios universitários, onde há constante manipulação de amostras biológicas, vidrarias, equipamentos e materiais diversos, esterilizar os utensílios é uma etapa crítica. A eliminação de microrganismos é essencial para evitar contaminações que possam comprometer experimentos, resultados e a saúde dos profissionais da instituição, dos estudantes e dos pacientes. Nesse cenário, esterilização em autoclave se destaca como um dos métodos mais confiáveis, sendo amplamente utilizada.
E o que é uma autoclave?
A autoclave é um equipamento de esterilização que utiliza vapor saturado sob pressão para destruir microrganismos, como bactérias, fungos, vírus e esporos. Seu funcionamento baseia-se no aumento da temperatura da água acima do ponto de ebulição, o que só é possível devido à pressão elevada no interior da câmara do equipamento. A temperatura varia de 121 °C a 134 °C, dependendo do ciclo, e a pressão varia de 1 a 2 atmosferas.
[Aqui seria interessante adicionar a imagem de alguma autoclave que o cliente vende (não encontrei no site)]
A esterilização em autoclave ocorre em ciclos, seguindo cinco etapas bem definidas:
- 1. Remoção do ar: o ar presente na câmara é eliminado para permitir a penetração do vapor;
- 2. Injeção de vapor: o vapor saturado é introduzido na câmara e envolve os materiais a serem esterilizados;
- 3. Manutenção do ciclo de esterilização: a temperatura e a pressão são mantidas por um tempo pré-determinado (geralmente de 15 a 30 minutos);
- 4. Exaustão: após o ciclo, o vapor é controladamente liberado;
- 5. Resfriamento: os materiais são gradualmente resfriados antes de serem retirados.
Quais materiais podem passar pela esterilização em autoclave?
Apesar da autoclave ser extremamente versátil, é importante conhecer as especificidades dos materiais antes de submetê-los ao processo. Os itens que podem sofrer esterilização em autoclave incluem:
- Vidrarias resistentes ao calor: tubos de ensaio, béqueres, frascos de reagentes e placas de Petri;
- Instrumentos metálicos: bisturis, pinças e tesouras;
- Têxteis: aventais, panos cirúrgicos e gazes, desde que embalados adequadamente;
- Resíduos biológicos: utensílios contaminados, que devem ser esterilizados antes do descarte para evitar riscos ambientais.
Materiais plásticos devem ser avaliados, já que nem todos suportam altas temperaturas. Substâncias químicas inflamáveis, corrosivas ou voláteis, como solventes, não devem ser colocadas em autoclaves.
Tipos de autoclave
Existem diferentes tipos de autoclaves, que podem variar de acordo com suas funcionalidades ou com seu porte, sendo os principais:
Autoclave gravitacional
Utiliza a força da gravidade para deslocar o ar da câmara, introduzindo o vapor saturado de cima para baixo ao substituir o ar. É indicada para a esterilização de materiais simples, como vidrarias, instrumentos metálicos e líquidos. É vantajosa por ser econômica e fácil de operar, mas é menos eficiente para materiais porosos ou com cavidades internas, visto que o ar pode ficar retido nesses espaços.
Autoclave de pré-vácuo
Antes de introduzir o vapor, remove o ar da câmara por meio de uma bomba de vácuo, garantindo que ele penetre completamente nos materiais. É ideal para itens porosos, tecidos embalados, instrumentos com cavidades internas e pacotes volumosos.
Apresenta alta eficiência na esterilização e na capacidade de lidar com cargas complexas, porém o custo elevado e a complexidade na manutenção podem ser desafios para o laboratório.
Autoclave de bancada
Compacta e projetada para pequenos volumes, é usada em laboratórios com menor demanda. É indicada para esterilização de pequenas cargas, como instrumentos e vidrarias de uso cotidiano. É fácil de instalar e operar, além de ocupar pouco espaço, contudo, sua capacidade limitada gera ciclos mais longos em comparação com modelos maiores.
Autoclave horizontal
Possui grandes câmaras de carregamento horizontal, sendo indicada para laboratórios com alta demanda, hospitais ou centros de pesquisa que esterilizam grandes volumes. É vantajosa pela alta capacidade de carga e versatilidade para diferentes materiais, mas é uma autoclave para laboratórios com espaço físico amplo, além de exigir um custo inicial maior.
Autoclave vertical
Possui câmaras de carregamento vertical, sendo utilizada na esterilização de vidrarias e instrumentos em laboratórios menores. Embora seja compacta, é eficiente apenas para determinados tipos de cargas, podendo ser menos efetiva que a autoclave horizontal por não permitir a ampla circulação do vapor.
Benefícios da esterilização em autoclave
A esterilização em autoclave é reconhecida por diversos benefícios, com destaque à:
- eliminação completa de microrganismos, incluindo os mais resistentes, como esporos bacterianos;
- confiabilidade dos resultados;
- sustentabilidade por utilizar a água como principal agente esterilizante, sem necessidade de químicos agressivos e poluentes;
- versatilidade ao ser aplicada em diversas áreas, desde a microbiologia até a pesquisa biomédica.
Vale salientar que a eficiência da autoclave depende de uma manutenção rigorosa e da observação de procedimentos específicos, como a validação regular dos ciclos de esterilização.
Segurança e qualidade no ensino
A utilização da autoclave em laboratórios universitários é essencial para garantir a segurança de alunos e pesquisadores, assim como a integridade dos experimentos. A aplicação correta desse equipamento, aliada a uma política de biossegurança bem estruturada, contribui para um ambiente de trabalho seguro ao reduzir riscos de contaminação, inclusive durante o descarte de resíduos, e promove a qualidade das atividades de pesquisa e de ensino.
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